Detetives particulares na ficção

Quando pensamos em detetives particulares, as primeiras imagens que se formam em nossa mente são de grandes nomes da ficção que valorizam uma profissão que trabalha repleta de discrição e sutileza. A carreira de detetive sempre encantou gerações por ser mostrada nos livros, filmes e séries, como uma das melhores profissões a serem seguidas, devido ao seu heroísmo e contribuição para a sociedade. Na vida real, algumas coisas descritas na ficção não acontecem exatamente daquela forma, porém, a carreira não deixa de ser extremamente interessante e muito promissora. Vamos abordar alguns dos maiores nomes de detetives do mundo das fantasias, além de apresentar diferenças existentes entre eles e os detetives reais.

Detetives na ficção

Durante as gerações, as histórias dos grandes feitos dos detetives particulares sempre despertaram curiosidade e fascínio, tanto em crianças quanto em adultos. Existem nomes muito conhecidos na literatura que influenciaram na criação de personagens, tanto para o cinema quanto para séries e programas de televisão em geral.

Sherlock Holmes

O mais famoso detetive de todos os tempos foi pensado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle, em 1876, quando ele estava na Universidade de Edimburgo, Escócia. O então estudante de Medicina se inspirou em seu professor Joseph Bell, que era capaz de diagnosticar os pacientes apenas com uma simples observação de poucos minutos. Desde então, Doyle começou a elaborar as mais variadas aventuras para seu personagem, que era descrito como inteligente, atento, observador, prepotente e muito sedutor com seu cachimbo e chapéu. Holmes inspirou, ao longo da história, mais de 210 obras para o cinema, contando filmes e séries, em que foi interpretado por cerca de 75 atores, incluindo Robert Downey Jr. e Benedict Cumberbatch.

Dick Tracy

Dick Tracy é um detetive particular das histórias em quadrinhos, criado pelo cartunista Chester Gould, em meados de 1931, sendo descrito como um dos personagens mais durões das HQ’s. A personagem, que tem grande aptidão para realizar invenções, entrou para a polícia após a morte de seu sogro, assassinado por bandidos. Ele é conhecido por criar o videofone, uma espécie de relógio que emitia e recebia imagens e sons, permitindo que ele se comunicasse com seus colegas de trabalho a longas distâncias. O personagem foi interpretado e dirigido no cinema por Warren Beatty em 1990, em um longa que contava no elenco com grandes nomes do momento, como Madonna, Al Pacino e Dustin Hoffman.

Miss Marple

A personagem Jane Marple, mais conhecida como Miss Marple, foi criada por Agatha Christie e está presente em 20 contos e doze romances policiais da autora. Ela é descrita como uma senhora solteira que vive no vilarejo fictício de St. Mary Mead, dotada de uma mente extremamente lógica e grandes conhecimentos da natureza humana, incluindo suas fraquezas, truques e excentricidades. Ela é uma das personagens mais famosas da escritora junto com Hercule Poirot e já apareceu em centenas de filmes, séries e peças teatrais inspiradas na obra de Christie.

Inspetor Clouseau

O detetive francês Jacques Clouseau, de A Pantera Cor-de-Rosa, é descrito como atrapalhado, confuso, distraído e nada discreto. A personagem foi criada e exibida através de uma série animada nos Estados Unidos pelos estúdios DePatie-Freleng Enterprises, entre 1969 e 1980. O detetive, que utiliza disfarces esdrúxulos, como perucas, grandes bigodes, narizes e orelhas falsas, esteve presente em oito filmes, sendo os últimos estrelado pelo comediante Peter Sellers.

Ed Mort

O detetive brasileiro desta lista, Ed Mort, foi pensado por Luís Fernando Veríssimo em seu primeiro conto, A Armadilha, de 1979, passando logo após para outras mídias. A personagem, descrita como extremamente atrapalhada, fez curso de detetive particular pelos Correios subornando o carteiro para ser aprovado nos testes e divide um escritório em Copacabana com seu rato Voltaire e mais de 110 baratas. A personagem ganhou vida pela primeira vez no cinema em 1997, quando foi interpretada por Paulo Betti. Em 2011, Fernando Caruso começou a atuar no mesmo papel em um seriado lançado pelo canal Multishow.

A grande diferença entre ficção e realidade

Na ficção, existem dois tipos de descrição para os detetives particulares, em que o primeiro os apresenta como pessoas extremamente inteligentes e de uma perspicácia não-humana, conseguindo resolver os casos quase que magicamente. Na segunda descrição, eles são apresentados como profissionais atrapalhados que resolvem seus mistérios, muitas vezes por acaso, compondo grandes histórias de comédias. Na vida real, o profissional desta área é qualificado e desenvolveu habilidades de observação, discrição e raciocínio lógico. Além disso, os detetives particulares da realidade se utilizam das mais novas tecnologias disponíveis no mercado para reunir as evidências de seus casos, como câmeras profissionais, GPS, escutas de rádio, rastreadores e afins.

Conclusão

Não importa se é na realidade ou na ficção, os detetives particulares sempre são enxergados pela população como grandes heróis que conseguem solucionar casos e problemas que ninguém imaginou que teriam solução.

Related Post

Nós te Ligamos Mande um Whatsapp