Alcoolismo na adolescência e a atuação do detetive particular

Um relatório divulgado pelo IBGE em 2016 apontou que o alcoolismo é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos de idade, seja por colapsos do organismo ou por acidentes causados pela embriaguez. O fato é que as pessoas estão começando a consumir bebidas alcoólicas cada vez mais cedo, e isso tem deixado pais e responsáveis preocupados quanto à saúde e o comportamento dos adolescentes. Para investigar como e quando esse consumo de álcool ocorre, os serviços do detetive particular têm sido contratados.

Por que isso ocorre?

Diversos fatores explicam por que o consumo de álcool está tão frequente na adolescência. O primeiro deles é o fato de que as bebidas alcoólicas, apesar de apresentarem toxicidade, são socialmente aceitas, ao contrário de substâncias como a maconha e o ecstasy, por exemplo. Além disso, a adolescência é uma fase em que o indivíduo sente uma necessidade de pertencimento a determinados grupos e percebe na bebida alcoólica uma oportunidade de mostrar coragem e ousadia para ser “aceito”. Pode acontecer também que na própria família o jovem esteja cercado por pessoas que consomem esse tipo de bebida no dia a dia, sem ter consciência de seus malefícios.

O custo baixo, a falta de controle sobre as vendas, a predisposição genética e possíveis problemas de ordem emocional (como a depressão e a ansiedade) também são fatores que contribuem para que o consumo de bebidas alcoólicas comece cada vez mais cedo.

O que fazer?

Na suspeita de que os filhos adolescentes estejam consumindo bebidas alcoólicas, ou até mesmo outras substâncias, os pais precisam estar atentos ao comportamento dos filhos. Alterações de humor, isolamento, falta de comprometimento com responsabilidades e até mesmo queda no rendimento escolar podem ser sinais de que algo está errado. Quando o adolescente não se abre com os pais, a atuação do detetive particular pode ser a saída.

Investigação Particular

O detetive particular investiga a rotina do adolescente, analisando suas companhias, locais que frequenta e suas atitudes. Esse profissional obtém provas de que o indivíduo está consumindo alguma substância nociva e as entrega aos pais ou responsáveis. Essas provas podem ser vídeos, áudios ou fotografias. Sua atuação acaba por aí, pois esse profissional não interfere mais nos rumos da vida familiar, cabendo aos pais decidir como lidar com o problema.

É preciso que os pais tenham um relacionamento aberto com os filhos, procurando entender os porquês de eles consumirem aquele produto. Se houver problemas sociais, ou até mesmo transtornos de ordem emocional, vale a pena recorrer a um psicólogo ou a um médico psiquiatra, dependendo do caso.

Conscientização

Por fim, é sempre necessário que tanto as escolas quanto as famílias deixem claros ao adolescente todos os problemas de saúde que podem ser desencadeados com o consumo excessivo de álcool e outras substâncias. Nesse momento, é importante salientar que essas consequências podem prejudicar a qualidade de vida do indivíduo para o resto de sua vida.

Por fim, também é fundamental esclarecer ao adolescente que o alcoolismo também acarreta consequências sociais. O alcoólatra frequentemente encontra problemas para se relacionar com as pessoas, conduzir seus estudos, se estabelecer num emprego ou administrar sua condição financeira. É preciso deixar essas consequências claras ao adolescente, para que ele consiga se controlar e evite a dependência.

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