Quero me tornar um detetive particular – O que devo fazer?

Nos filmes, nas novelas, na literatura e até nas séries de televisão, os detetives particulares são sempre representados como pessoas inteligentes, misteriosas e, em alguns casos, sedutoras. A ficção torna a profissão bastante glamourosa, mas o fato é que, para ser um detetive particular, é preciso muito trabalho árduo. Para quem tem interesse nesse tipo de trabalho, é interessante conhecer melhor o dia a dia da profissão e as habilidades requeridas para exercê-la.

Perfil profissional

O detetive é um profissional que atua em investigações de diferentes áreas. Os casos mais comuns são as suspeitas de traição, mas investigações empresariais, localização de pessoas e monitoramento de adolescentes também são serviços procurados. Para atuar nessas investigações, algumas habilidades são exigidas, como disposição e paciência em perseguições e observações que podem durar horas, habilidade para lidar com pessoas e raciocínio lógico para chegar a conclusões a que as pessoas comuns não chegariam.

É uma área de atuação interessante e dinâmica, já que cada caso é um caso. No entanto, o detetive lida constantemente com o perigo de ser descoberto e com outros riscos comuns no dia a dia de sua profissão. Mercado

O lado bom é que o mercado encontra-se em constante expansão no Brasil. Porém, ao mesmo tempo em que a demanda cresce, a concorrência segue o mesmo ritmo.

A remuneração é interessante para quem deseja ingressar na área. No início, um profissional pode obter cerca de 1500 reais por investigação. Os profissionais mais experientes, porém, pode receber salários de até 20 mil reais depois de anos de experiência.

Formação

Para exercer a profissão de detetive particular no Brasil, não é preciso nenhum tipo de formação superior. No entanto, cursos da área em escolas especializadas são altamente recomendados. Esse tipo de curso inclui noções de leis e direito criminal, técnicas de perseguição, mecanismos para obtenção de provas, noções básicas de psicologia e comportamento humano, técnicas de entrevista, elaboração de relatórios, entre outros.

Desenvolvimento de habilidades

O bom detetive não pode simplesmente fazer um curso e achar que já estudou o suficiente. Com o passar do tempo, novas tecnologias surgem, de modo que reciclagens constantes se fazem necessárias. Além disso, é na própria prática que o profissional da investigação desenvolve as competências que a profissão requer, como raciocínio lógico, paciência, concentração, capacidade de obter provas de modo rápido e discreto, habilidade para obter informações das pessoas nas entrevistas, capacidade de detectar mentiras, e por aí vai.

Sutileza e discrição também são fundamentais na atuação do detetive profissional. É preciso muita cautela ao observar os locais e o comportamento dos investigados, sem que eles percebam que estão sendo observados.

Verificando sempre todos os lados das situações que se apresentam, os detetives, mantendo a imparcialidade, obtém provas que inocentam ou comprovam o comportamento inadequado do indivíduo. Isso também exige calma e paciência, pois a precipitação pode levar a conclusões erradas, que não só prejudicam a vida dos envolvidos, como também acabam com a reputação do profissional.

Controle emocional

O dia a dia da profissão, embora seja empolgante, também pode ser estressante. Dedicar muitas horas ao processo investigativo, com o raciocínio acelerado, pode deixar o profissional bastante tenso. Isso ocorre especialmente porque os horários da profissão não são definidos, e até mesmo finais de semana podem ser dias de trabalho para o investigador. Por isso, é sempre importante desenvolver técnicas de relaxamento, como hobbies, viagens curtas, exercícios físicos, entre outros meios, para manter o equilíbrio mental. A profissão exige que se saiba lidar com a pressão constantemente e, dessa forma, é preciso ter controle da mente.

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