Detetive Particular tem a mesma liberdade de um Investigador Policial?

Muitas pessoas confundem a profissão de detetive com a de investigador. Enquanto a primeira consiste em descobrir mistérios particulares e mais simples como: traições, desaparecimento de pessoas, fraudes empresariais e outros. A segunda trabalha exclusivamente para a polícia, desvendando crimes mais graves como corrupção, homicídios, tráfico de drogas, roubos, dentre outros casos.

Limitações do detetive particular

Portanto, algumas coisas não estão ao alcance do detetive. Ele não tem liberdade legal para exigir provas, confissões ou invadir a privacidade das pessoas para desvendar um caso. Coisas assim, somente investigadores policiais podem fazer, pois podem apresentar mandado para entrar em determinados lugares e tem liberdade para interrogar as pessoas. Os seus casos devem ser solucionados dentro das responsabilidades legais, de forma que não invada a privacidade dos indivíduos investigados. O que torna o investigador particular um profissional extremamente qualificado diante dessas limitações, pois precisa ter habilidades dedutivas aguçadas, boa memória e ser muito observador para desvendar os casos da forma correta. Além de usar ferramentas extremamente efetivas como drones, objetos com câmeras, apetrechos para disfarces, micro gravadores e rastreadores.

Vantagens de um detetive particular

Uma das vantagens que os detetives particulares têm em relação aos investigadores policiais, é que eles não estão presos à burocracias. Enquanto os policiais precisam aguardar liberações de documentos para começar um caso, o detetive pode fazer isso assim que fechar o caso com o cliente e buscar provas até onde sua liberdade permite. Em segundo lugar, é mais fácil ser um detetive particular do que investigador policial. Enquanto o primeiro precisa apenas do ensino médico completo e um curso profissionalizante de no mínimo 600 horas, o investigador policial precisa prestar um concurso público, ter nível superior e permissão para dirigir. Outro ponto é, como o detetive trabalha por conta própria, pode adquirir as ferramentas que julgar necessário, da forma que preferir, assim como pode trabalhar da forma que julgar melhor. Já o investigador policial, depende de investimentos do governo e necessita de cumprir uma série de metas antes de buscar uma solução para o caso. Por fim, uma boa notícia é que em abril de 2017 a profissão de investigador ou detetive particular foi regulamentada no Brasil, fazendo com que esse profissional possa, dentro de seu grau de atuação, ajudar a polícia a trabalhar mais rápido, desde que a vítima concorde com a sua contratação. Para quem busca formas rápidas de descobrir ou comprovar algo, um detetive particular pode apresentar diversas soluções. 😊

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