Telefone:

71 3042.0062

Fechar

Detetive particular: Matéria do Estadão com Mário Yamauchi

Eles são contratados por pais que querem investigar a sexualidade ou o uso de drogas pelos filhos, órgãos públicos que suspeitam de vazamento de informação de empregados, maridos e mulheres que desconfiam de traição, chefes que duvidam de licença médica dos funcionários. Infiltram-se como zeladores, eletricistas, faxineiros. Vasculham redes sociais, comunicam-se com os clientes 24 horas e até identificam escutas telefônicas e microcâmeras em salas de reunião. Essa é a rotina de quem trabalha com espionagem particular. Esta quarta-feira, 26 de julho, foi o dia do detetive particular e a categoria teve um motivo a mais para celebrar: é o primeiro ano em que a profissão está oficialmente regulamentada. Em abril, lei federal reconheceu a atividade. Se por um lado a legislação veda a coleta de dados de natureza criminal, por outro permite que o detetive colabore com investigação policial em curso, se houver autorização do contratante. Há 15 anos no mercado, Mario Yamauchi, de 33 anos, topa qualquer caso, menos um: investigação de policiais. “É um risco para os nossos agentes”, diz ele, que coordena um grupo de 20 profissionais. Em família Entre os perfis de investigação, há um tipo que tem crescido nos últimos anos: a investigação familiar. Pais contratam para saber se o filho está usando drogas e também se o filho é homossexual. Os detetives fecham também contratos mensais e anuais, em geral com empresas e órgãos públicos. Quinzenalmente, por exemplo para identificar grampos e microcâmeras escondidas em vasos, teto e até em janelas - receio que tem rondado políticos após denúncias de corrupção em Brasília. Nesses ambientes, conta ele, a cada 100 buscas, há confirmação de equipamentos de espionagem em 30 deles, em média. “A contraespionagem é um dos carros-chefe. Tem crescido a busca pela proteção à informação.” Fonte:O Estado de S. Paulo

Related Post

  • Nós te Retornamos

    Mande um Whatsapp